terça-feira, 23 de junho de 2009
O teu gosto eh o que eu faco
O teu rosto eu remodelo
E o sorriso que eu te dou, congelo
Congelo dias e horas e momentos
Congelo o que nao existe
Congelo tudo, paro tudo, faco rodar, faco viver, faco morrer
Faco o que preciso for
Faco, desfaco Desisto
Dou tempo, Perco tempo
Nao entendo
O teu semblante eh azul-lilas
Teu prazer e minha melacolia
Teus dias longe
Eu quero perto
O meu aceno desajeitado
Minha voz tremula que nao eh ouvida
Eu invento e desinvento
Prefiro teu fantasma
Prefiro o tom errante da tua voz no inverno
Eu prefiro quando nao sabes
prefiro ateh nem preferir nada, mas prefiro
Bobagens sao teus sonhos vazios
Voce se vende barato
Voce nao entende valores
Eu tambem nao sei medir
Nossas vidas sao mudas ateh qnd a gente nao sabe
E nao se entende o sentido
Voce eh guitarra, aviao e uma cerveja
Eu sou chocolate, minha tristeza racional e minha alegria sem sentido
Nos somos desmedidos
Nos nao fazemos sentidos, mas nos sentimos
Nos nos perdemos em 2007
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Delírios...
sexta-feira, 12 de junho de 2009
A última carta
Ela tinha sempre um olhar meio desconfiado.Olhava as pessoas com um certo rancor e pensava que se por algum motivo rissem dela ou a julgassem mal, ela iria tirar do bolso o pequeno pedaço de papel onde estava escrito...O que estava escrito?Ela também não sabe.Ela disse que iria olhar somente quando precisasse e até quando suportasse saber que existe algo em que acreditar.
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N. Andrade
sábado, 2 de maio de 2009
Pois bem....
Tudo que disse ainda há pouco era pura queda, era puro abismo... era eu perto das seis da tarde ( você bem sabe o que significa isso).
Eu sou todo diacrônico.
Eu sou todo desleixado.Você bem sabe que eu ando esquecendo minha idade.De quem é a culpa?É minha.Eu sou o tolo.
Você é meu pior sintoma.O pior de todos eles.
Você é o estrangeiro que bate à minha porta.Quem é você?Você sabe do meu vício e sabe que meu mal é ser sempre pequeno.Eu é que no meu lugar calo.Você no meu lugar usurparia-me a morada e eu ia cantar no frio uma canção que ninguém entenderia.
Os Outros perguntam "o que houve com sua voz?" e eu digo que estou bem.Todos eles desconhecem o tártaro em que se encontra meus pensamentos.
Estou tão cansado de fingir.Eu sempre fico tentando dar uma última chance pra mim mesmo.Fico contando com a sua boa-vontade em desenhar o mapa pra mim.Não queria seis laudas...mas queria os elementos necessários pra eu fazer o caminho de volta para o melhor abrigo que conheço.Ainda é possível?Não sei se será o mesmo de antes ou se eu terei que disputar com as sombras.Não tenho mais forças admito!Admito minha total descrença e meu pessimismo febril.Não seja covarde como eu sou... não tenha piedade de mim como eu também não tenho.Tire minha roupa e deixe-me nu em praça pública.Só não fure meus olhos.Não fure meus olhos:não me poupe da honestidade.
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domingo, 26 de abril de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Não, meu querido, não tentes. Minhas lágrimas tem muito veneno, e tu, com tua delicadeza extrema, com teus olhos de menino, não saberias chorá-las. Tu tens a ela. Aliás, tens a elas todas (sempre esqueço que são muitas). Eu nem mais as minhas tenho, então derramarei a saudade em meio à solidão, que é só minha e sempre. E ficarei a cavar vós, como sempre fiz, à procura da beleza que não tenho e que ninguém verá.
Não repares que haja tanta tristeza aqui. Que esperavas de alguém cujo nome é melancolia?
sexta-feira, 6 de março de 2009
From the little girl to the little boy
Não sei o que esperas que, subitamente, te e(n)leve. Teces sempre uma colcha a teu redor, juntando e costurando as paixões que não entendes, na esperança de seres aquecido por todas, mas que um retalho te queime e marque. Depois, carregas essa colcha qual bandeira, porém és o único a não perceber que ela não é o estandarte do teu bloco: é só a fotografia das tuas cinzas, e não só as da quarta-feira.
Juntas uma multidão a te esperar, mas eu detesto multidões, tu bem o sabes. Mais ainda detesto as multidões nas quais me sinto igual e nem sei o que represento. Detesto ser igual a elas todas. Não que cada uma não seja bela, nem tenha encantos. Eu mesma me apaixonaria por algumas, e são tantas, afinal... Não, não é isso. Apenas quero ser colcha inteira, e não pedaço.
Não que eu não vá sentir a falta das tuas mãos sobre o meu corpo ou da tua boca a passear em minha pele, a mapear minhas costas... Mas preciso que o calor que causo também me aqueça. Preciso que os olhos que procuro queiram encontrar os meus, e não qualquer par. Eu não saberia (e não sei) ser um conjunto formado apenas por ouvidos atentos e uma boca muda esperando pela tua.
Como disse minha amiga, não sei aceitar chuva que não molha. Para mim, ou temporal ou sequidão. Posso ser sempre tua amiga, que te entendo e te adoro e te admiro sempre, mas não posso me prender a uma história que nunca terá final, seja qual for, simplesmente porque tua proposta é que ela caminhe paralela a todas as outras. Não posso ser tão cruel comigo mais uma vez, e sabes que eu já o fui tantas...
Não quero também ser cruel contigo. Sei que haverá muitos braços a te acolher, e muitas canções a te acalantar, mas por agora preciso de alguém que possa andar ao meu lado sem parar a cada sorriso que encontre.
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