sábado, 29 de outubro de 2011

e o tempo vai voando levando folhas e percorrendo o imutável caminho da "ida".
Olhamos a linha da vida na palma da mão que é como um uma leve ferida que faz cócegas.Isso quando notamos.
Quando notamos?Vendo fotos amarelas,percebendo como "as crianças de hoje são diferentes", ou nos dando conta que nossos sonhos são outros ...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ciranda de sopro

E eu não vejo mudança na sala.
Não vi você mover o quadro que me desagrada
Não vi você adoçar o amargo do discurso
Não vi você mobilizar nada pra reparar o pequenos caos
Meus olhos ficam aqui desajustados
Enquanto há batalhas internas...
E você me deixa ir como quem nada teme.
Dói.Dói sozinho.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Da nossa forma particular de lidar com nós mesmos.O nosso quase tem asas ímpares.

Qual seria então o suplício para tirar as máculas da loucura quando esta erra ao inscrever-se enquanto amor?
O amor é nobre e eu ajoelharia-me se assim o fosse.Não tenho paciência para a perversidade se não for dourada a flecha.Por isso meu desprezo e por isso minha maldição.Por isso meu rancor e por isso tua carne sangra agora.
É saliva em teu rosto.Quero que você saiba como é sentir nojo, esta repulsa que tira o sono.
.......................*......................

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Dois

Aquele corpo que sorria e dizia tolices.Aquele seu corpo que movimentava-se sem dificuldades diante do que há de glacial em mim (olhos).Não havia sol e não havia mais nada.Eu queria beber coragem e dizer que já não sou o lugar onde eu quero morar.
Toda aquela estrada que você apontou... você queria que eu estivesse ao seu lado na hora dos grandes ventos?Que setas você irá seguir?Eu não sei ajudar você, pois sou muito mais errante.Minha jornada é uma escuridão solitária...muito embora ainda sobre nesse peito uma batucada na palma da mão.É como um samba cantado em silêncio pelo último bêbado romântico de um boteco de quinta (em plena segunda).

domingo, 9 de agosto de 2009

Eu havia pensado "estou bem e nada sinto".Mas eram os rancores todos mascarados
e prestes a passarem da borda das pálpebras.
Essa coisa louca sem nome.Não queira pegar minha mão como se eu estivesse pedindo algum tipo de consolo.Sei sobreviver a mim mesmo.Sei lidar com as minhas faltas e sei esperar até deixar que o perdão descanse e beije-me os incanssáveis olhos.
Mas teu abraço ainda é a minha rendição e meu peito está ferido antes do disparo.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Asas, por favor.

Meus medos vem se mostrando maiores que eu e a solidão aflora num choro ininterrupto. Há dores pelo corpo acusando meus erros. Não, eu não devia ter te deixado me ver assim, fraca, sozinha. Eu não devia ter me deixado me ver assim. Eu não entendo meus limites, meus processos, minha força.
Eu não admito me envolver, sabe? Já me envolvi antes e doeu. Aliás, continua doendo e não passa. Pra mim, deixar-se apaixonar é coisa pra quem tem o espírito elevado. E não é o meu caso. Luto todos os dias contra isso. Sim, pois eu me envolvo, mas só até certo ponto. Isso tem acontecido com uma frequência assustadora. Aí eu viro aquela mulher meio doida que você falou. Não que seja ruim ser a mulher meio doida, mas ela tem sentimentos e ela não é só isso. Eu até queria que fosse. É, intensidade não é lá o meu forte e eu sempre soube disso. Prefiro fugir sempre, porque eu sou covarde.
Mas chegou a hora, talvez, de tentar enfrentar alguns medos. A vida me pede isso e eu não sei como vai ser. Não há certeza alguma, não há chão. E é assim que me sinto, sem ter onde fixar meus pés e me sentir segura. O que resta agora é aprender a voar... Sozinha.

terça-feira, 23 de junho de 2009

O teu nome eh o que eu sou
O teu gosto eh o que eu faco
O teu rosto eu remodelo

E o sorriso que eu te dou, congelo
Congelo dias e horas e momentos
Congelo o que nao existe
Congelo tudo, paro tudo, faco rodar, faco viver, faco morrer

Faco o que preciso for
Faco, desfaco Desisto
Dou tempo, Perco tempo
Nao entendo

O teu semblante eh azul-lilas
Teu prazer e minha melacolia
Teus dias longe
Eu quero perto

O meu aceno desajeitado
Minha voz tremula que nao eh ouvida
Eu invento e desinvento
Prefiro teu fantasma
Prefiro o tom errante da tua voz no inverno

Eu prefiro quando nao sabes
prefiro ateh nem preferir nada, mas prefiro
Bobagens sao teus sonhos vazios
Voce se vende barato

Voce nao entende valores
Eu tambem nao sei medir
Nossas vidas sao mudas ateh qnd a gente nao sabe
E nao se entende o sentido

Voce eh guitarra, aviao e uma cerveja
Eu sou chocolate, minha tristeza racional e minha alegria sem sentido
Nos somos desmedidos
Nos nao fazemos sentidos, mas nos sentimos

Nos nos perdemos em 2007