domingo, 26 de abril de 2009

Talvez exista aqui um falsário
E um ladrão
Um príncipe
E um mecânico de aviões

Talvez viva aqui um inocente
Uma criança
Uma dançarina
E um ancião

Talvez tenhamos perdido as medidas
Quanto é muito?
Quanto é pouco?
Quanto é tudo?
Qual o tom da minha voz?

Talvez o anel seja de vidro
E se eu pudesse te desvitrificar?
Talvez eu não saiba quando terminar
Onde acaba o desmedido?

E agora eu era um estilhaço...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Não, meu querido, não tentes. Minhas lágrimas tem muito veneno, e tu, com tua delicadeza extrema, com teus olhos de menino, não saberias chorá-las. Tu tens a ela. Aliás, tens a elas todas (sempre esqueço que são muitas). Eu nem mais as minhas tenho, então derramarei a saudade em meio à solidão, que é só minha e sempre. E ficarei a cavar vós, como sempre fiz, à procura da beleza que não tenho e que ninguém verá.

Não repares que haja tanta tristeza aqui. Que esperavas de alguém cujo nome é melancolia?

sexta-feira, 6 de março de 2009

From the little girl to the little boy

Não sei o que esperas que, subitamente, te e(n)leve. Teces sempre uma colcha a teu redor, juntando e costurando as paixões que não entendes, na esperança de seres aquecido por todas, mas que um retalho te queime e marque. Depois, carregas essa colcha qual bandeira, porém és o único a não perceber que ela não é o estandarte do teu bloco: é só a fotografia das tuas cinzas, e não só as da quarta-feira.

Juntas uma multidão a te esperar, mas eu detesto multidões, tu bem o sabes. Mais ainda detesto as multidões nas quais me sinto igual e nem sei o que represento. Detesto ser igual a elas todas. Não que cada uma não seja bela, nem tenha encantos. Eu mesma me apaixonaria por algumas, e são tantas, afinal... Não, não é isso. Apenas quero ser colcha inteira, e não pedaço.

Não que eu não vá sentir a falta das tuas mãos sobre o meu corpo ou da tua boca a passear em minha pele, a mapear minhas costas... Mas preciso que o calor que causo também me aqueça. Preciso que os olhos que procuro queiram encontrar os meus, e não qualquer par. Eu não saberia (e não sei) ser um conjunto formado apenas por ouvidos atentos e uma boca muda esperando pela tua.

Como disse minha amiga, não sei aceitar chuva que não molha. Para mim, ou temporal ou sequidão. Posso ser sempre tua amiga, que te entendo e te adoro e te admiro sempre, mas não posso me prender a uma história que nunca terá final, seja qual for, simplesmente porque tua proposta é que ela caminhe paralela a todas as outras. Não posso ser tão cruel comigo mais uma vez, e sabes que eu já o fui tantas...

Não quero também ser cruel contigo. Sei que haverá muitos braços a te acolher, e muitas canções a te acalantar, mas por agora preciso de alguém que possa andar ao meu lado sem parar a cada sorriso que encontre.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Só vi agora que me desafiaram. Lá vai;

Confesso que:
1. Eu queria um amor eterno, qualquer que fosse;
2. Pedir alguma coisa a alguém soa como arrancar um dedo. É realmente doloroso, pra mim;
3. Eu tenho medo de ser amada;
4. Não sou tão independente quanto pareço;
5. Não sou muito boa com questões sexuais.

É isso.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal!!

Gente, tô só passando aqui pra desejar um Feliz Natal a todos!! Mesmo que ele não tenha um significado pra todos aqui... Mas desejar coisa boa nunca é demais! :D

sábado, 20 de dezembro de 2008

A Teoria Lústrica

Seria esse o nome se tivesse sido elaborada por nós, Melancias.

É grande, mas leiam, é interessante. E na jugular também.

A Teoria Pedestáltica.

* Créditos a Quel. Não foi ela quem fez, mas foi quem me mostrou.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

confesso

1.Eu compro roupas rosas esperando ficar mais feminina.Ter o cabelo curto tem suas desvantagens
2.Eu tenho vontade matarrrrrrr o motorista quando ele não pára pra mim.Isso não é nada cristão
3.Eu não tenho talento
4.Eu tenho esforço
5.Eu queria saber cantar
6.Eu queria fazer testes psicológicos
7.Eu arranco cabelo,mas eu não como.
8.Eu acho estranho falr "eu, eu , eu ..."