e o tempo vai voando levando folhas e percorrendo o imutável caminho da "ida".
Olhamos a linha da vida na palma da mão que é como um uma leve ferida que faz cócegas.Isso quando notamos.
Quando notamos?Vendo fotos amarelas,percebendo como "as crianças de hoje são diferentes", ou nos dando conta que nossos sonhos são outros ...
sábado, 29 de outubro de 2011
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Ciranda de sopro
E eu não vejo mudança na sala.
Não vi você mover o quadro que me desagrada
Não vi você adoçar o amargo do discurso
Não vi você mobilizar nada pra reparar o pequenos caos
Meus olhos ficam aqui desajustados
Enquanto há batalhas internas...
E você me deixa ir como quem nada teme.
Dói.Dói sozinho.
Não vi você mover o quadro que me desagrada
Não vi você adoçar o amargo do discurso
Não vi você mobilizar nada pra reparar o pequenos caos
Meus olhos ficam aqui desajustados
Enquanto há batalhas internas...
E você me deixa ir como quem nada teme.
Dói.Dói sozinho.
domingo, 9 de agosto de 2009
Eu havia pensado "estou bem e nada sinto".Mas eram os rancores todos mascarados
e prestes a passarem da borda das pálpebras.
Essa coisa louca sem nome.Não queira pegar minha mão como se eu estivesse pedindo algum tipo de consolo.Sei sobreviver a mim mesmo.Sei lidar com as minhas faltas e sei esperar até deixar que o perdão descanse e beije-me os incanssáveis olhos.
Mas teu abraço ainda é a minha rendição e meu peito está ferido antes do disparo.
e prestes a passarem da borda das pálpebras.
Essa coisa louca sem nome.Não queira pegar minha mão como se eu estivesse pedindo algum tipo de consolo.Sei sobreviver a mim mesmo.Sei lidar com as minhas faltas e sei esperar até deixar que o perdão descanse e beije-me os incanssáveis olhos.
Mas teu abraço ainda é a minha rendição e meu peito está ferido antes do disparo.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Asas, por favor.
Meus medos vem se mostrando maiores que eu e a solidão aflora num choro ininterrupto. Há dores pelo corpo acusando meus erros. Não, eu não devia ter te deixado me ver assim, fraca, sozinha. Eu não devia ter me deixado me ver assim. Eu não entendo meus limites, meus processos, minha força.
Eu não admito me envolver, sabe? Já me envolvi antes e doeu. Aliás, continua doendo e não passa. Pra mim, deixar-se apaixonar é coisa pra quem tem o espírito elevado. E não é o meu caso. Luto todos os dias contra isso. Sim, pois eu me envolvo, mas só até certo ponto. Isso tem acontecido com uma frequência assustadora. Aí eu viro aquela mulher meio doida que você falou. Não que seja ruim ser a mulher meio doida, mas ela tem sentimentos e ela não é só isso. Eu até queria que fosse. É, intensidade não é lá o meu forte e eu sempre soube disso. Prefiro fugir sempre, porque eu sou covarde.
Mas chegou a hora, talvez, de tentar enfrentar alguns medos. A vida me pede isso e eu não sei como vai ser. Não há certeza alguma, não há chão. E é assim que me sinto, sem ter onde fixar meus pés e me sentir segura. O que resta agora é aprender a voar... Sozinha.
terça-feira, 23 de junho de 2009
O teu nome eh o que eu sou
O teu gosto eh o que eu faco
O teu rosto eu remodelo
E o sorriso que eu te dou, congelo
Congelo dias e horas e momentos
Congelo o que nao existe
Congelo tudo, paro tudo, faco rodar, faco viver, faco morrer
Faco o que preciso for
Faco, desfaco Desisto
Dou tempo, Perco tempo
Nao entendo
O teu semblante eh azul-lilas
Teu prazer e minha melacolia
Teus dias longe
Eu quero perto
O meu aceno desajeitado
Minha voz tremula que nao eh ouvida
Eu invento e desinvento
Prefiro teu fantasma
Prefiro o tom errante da tua voz no inverno
Eu prefiro quando nao sabes
prefiro ateh nem preferir nada, mas prefiro
Bobagens sao teus sonhos vazios
Voce se vende barato
Voce nao entende valores
Eu tambem nao sei medir
Nossas vidas sao mudas ateh qnd a gente nao sabe
E nao se entende o sentido
Voce eh guitarra, aviao e uma cerveja
Eu sou chocolate, minha tristeza racional e minha alegria sem sentido
Nos somos desmedidos
Nos nao fazemos sentidos, mas nos sentimos
Nos nos perdemos em 2007
O teu gosto eh o que eu faco
O teu rosto eu remodelo
E o sorriso que eu te dou, congelo
Congelo dias e horas e momentos
Congelo o que nao existe
Congelo tudo, paro tudo, faco rodar, faco viver, faco morrer
Faco o que preciso for
Faco, desfaco Desisto
Dou tempo, Perco tempo
Nao entendo
O teu semblante eh azul-lilas
Teu prazer e minha melacolia
Teus dias longe
Eu quero perto
O meu aceno desajeitado
Minha voz tremula que nao eh ouvida
Eu invento e desinvento
Prefiro teu fantasma
Prefiro o tom errante da tua voz no inverno
Eu prefiro quando nao sabes
prefiro ateh nem preferir nada, mas prefiro
Bobagens sao teus sonhos vazios
Voce se vende barato
Voce nao entende valores
Eu tambem nao sei medir
Nossas vidas sao mudas ateh qnd a gente nao sabe
E nao se entende o sentido
Voce eh guitarra, aviao e uma cerveja
Eu sou chocolate, minha tristeza racional e minha alegria sem sentido
Nos somos desmedidos
Nos nao fazemos sentidos, mas nos sentimos
Nos nos perdemos em 2007
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Delírios...
Entre a ponderação e o delírio há sempre aquele instante. Há medo, espanto, impulso, pulo, sonho, alvo. Há vertigem, estranheza, solidão. Há cuidado, cautela, desejo. Há calor, pulsar, suspiros. Há o novo, o desconhecido, o mais que conhecido. Há prazer, aprendizado, esquiva. Há um tudo junto misturado dentro de um peito que só é um. Há explosão, surpresa, paixão. Há vida, há sempre Vida.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
A última carta
Ela carregava no bolso esquerdo aquilo que pra ela era como se fosse um mapa.No bolso esquerdo do seu casaco ela levava aquilo que pra ela representava todo um mundo onde ela poderia adormecer sem que necessário fosse conferir as portas e as janelas.Levava no bolso uma carta e a cada dois minutos ela a tocava por cima da roupa como se com isso pudesse obter algum tipo de calor.
Ela tinha sempre um olhar meio desconfiado.Olhava as pessoas com um certo rancor e pensava que se por algum motivo rissem dela ou a julgassem mal, ela iria tirar do bolso o pequeno pedaço de papel onde estava escrito...O que estava escrito?Ela também não sabe.Ela disse que iria olhar somente quando precisasse e até quando suportasse saber que existe algo em que acreditar.
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N. Andrade
Ela tinha sempre um olhar meio desconfiado.Olhava as pessoas com um certo rancor e pensava que se por algum motivo rissem dela ou a julgassem mal, ela iria tirar do bolso o pequeno pedaço de papel onde estava escrito...O que estava escrito?Ela também não sabe.Ela disse que iria olhar somente quando precisasse e até quando suportasse saber que existe algo em que acreditar.
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N. Andrade
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